A Mão Esquerda de Deus – Uma trilogia épica, uma capa bonita e um título empolgante… mas, veja bem…

In: Leituras

Escrito por

22 mai 2012

Acabei de ler “A mão esquerda de Deus”. Na capa, Um cara sombrio com uma espada na mão, cores meio twilight, sucesso na certa? Não sei, esperei uma história mais adulta, mesmo com tantas lutas, sangue, morte e atrocidades vividas pelo protagonista, não consegui tirar da cabeça o Crônicas do Mundo Emerso, aquelas estorinhas de profecias que me deixa entediado há bastante tempo.

A Mão esquerda de Deus, conta a história de Thomas Cale, um garoto de 14 ou 15 anos que vive num santuário onde todos os acólitos são treinados desde criança para lutar nas frentes de batalhas contra seus antagonistas, ou seja, os que não acreditam que o Redentor Enforcado morreu para livrar-lhes do pecado. Então, esses meninos são treinados na base de muita porrada e lavagem cerebral para se tornarem guerreiros. Apesar das porradas, tudo corria bem e tal, até que surge uma mocinha e começa a saga do guerreiro sem medo. Em seguida começam as lutas, mortes, exibições de bravura, romances impossíveis e Fim.

O que mais me deixa entediado são vampiros heróis adolescentes, que são maus e matam mais do que Jack Bauer (quando recebe ligação do Mr. President). Thomas Cale, além de ser mau, tem habilidades especiais em várias áreas de atuação como curas através de ervas medicinais, táticas de guerra, aguenta muita, mas muita porrada e de repente se torna o salvador da pátria. Vishhh.

Ahh, mas vamos lá, não tem nada bom? ah, tem sim! Apesar de tantos clichês percebi uma coisa interessante, diferente das outras histórias não existe aquela constante que o vilão só se dá mal no final, o chefão faz tudo certo até que o herói com toda sua força de vontade vira o jogo e fica com a mocinha, lindo né? Além da força de vontade, habilidade e tudo o mais, existe a sorte e o jogo pode virar a qualquer momento, como uma dor de barriga.

Além disso, este livro traz um relato de como eram as vidas dos que lutava pela fé, levando salvação e liberdade através da purificação seguida de morte aos que ousavam proferir outra crença. Acho que já vimos muito disso na inquisição e atualmente nos países que estão em guerra por esse motivo. Pessoalmente fiquei chocado com algumas coisas que li, e sei que em nenhum momento aquilo escrito não passava de fantasia.

Enfim, acho que a estória vale pelo choque que te leva a imaginar certas coisas. Já o restante do enredo é mais do mesmo. É, acho que estou ficando chato velho de mais para isso.

Mas, mesmo assim recomendo para quem está começando a ler trilogias deste estilo.

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Sobre

Billy Blay é Desenvolvedor Web e formado no curso Superior Tecnológico em Sistemas para Internet da Faculdade Marista e pós-graduado em Gestão ágil de projetos no C.E.S.A.R. EDU