Continuando a série da febre dos convites, finalmente chegou o meu convite para o Google Wave, logo nos primeiros dias minha pergunta foi: O que eu faço com isso?

Desde quando ouvi falar desse novo serviço, não entendi do que se tratava. Até amigos que participaram da versão de testes tentavam explicar o funcionamento, mas não entrava na cabeça de jeito nenhum.

Após algumas semanas já estou melhor habituado com o Wave. Mas tenho notado que muitas pessoas não conseguiram entender como funcionava e estão abandonando aos poucos, alegando que não tem funcionalidade prática e que não vai dar certo.

O wave não tem uma interface tão intuitiva quanto ao que deve ser feito, isso deu espaço para que as pessoas criem utilidades adequadas as suas necessidades ou simplesmente não saiba como utilizar a ferramenta em seu benefício. Contudo, lembra bastante a primeira lei de Jarvis (autor do O que a Google faria?)” Dê a seus clientes o controle, e você lucrará com isso”. Essa é a receita do sucesso, deixe que o cliente faça o que quiser com sua plataforma.

Um bom exemplo disso é o Twitter, ele é um mero sistema de SMS online, a sua simplicidade proporcionou a criação de vários aplicativos, desde “saiba quando sua planta precisa de água” até a criação de celebridades instantâneas nos facts e trendtopics da vida.

Conversando com Rodrigo Muniz, ele aposta que: “o Wave proporcionará uma quebra de barreiras da comunicação”. Imaginem poder conversar com pessoas de outros países de idiomas que você não entende nem um “the book is on the table” em servo-croata. JA PENSOU? Imagine também poder ligar do seu celular para uma Wave, e sua voz ser transformada em texto? As possibilidades são muitas. Basta criá-las. CRIE MEU FILHO!

Uma utilidade interessante é poder fazer discussões de brainstorming, atualmente estou compartilhando idéias de projetos com amigos desenvolvedores, e como a vida profissional é bastante corrida para reuniões, o Wave veio bem a calhar.

No meio acadêmico, ele pode ser utilizado para criação de listões de estudos colaborativos. No caso da minha graduação seria de grande valia, pois antes nos reuníamos pelo Google Docs.

Levando para o lado social marcamos (amigos de faculdade e do trabalho) um NOB1 somente pela nova plataforma do Google. Com direito a enquete para ver quem iria comparecer e definição do local de encontro, antes usávamos um serviço externo, além do  mapinha do local, ainda sobrou espaço para várias conversas paralelas.

Moral da história, “a plataforma é o que você faz dela”. Inove!
E ai? alguém quer um convite? Faça um comentário que eu mando.


1 NOB – Nerds on beer:  Nesse encontro conversamos de tudo relacionado ao meio nerd, quadrinhos, filmes, fotografia, twitter, midias sociais e comemos e bebemos alguma coisa.

Update 13/11/2009:

Quer saber como funciona? dê uma olhada no Radar Social

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